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Green Spandex

“I guess this is the rushed goodbye / That I thought would never come

(…)

 This will take me a while / Because I miss your smile / I guess I knew your time would come / But for now I miss your smile


It’s gonna take me a while”

 

Xavier Rudd

cats — 07-10-2008 GTM 1 @ 21:31

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Desenganos.

Ainda hoje me lembro de ti como eras. Falavas abertamente e com sinceridade para todos, sem vestígios de interesse, malícia ou falsidade. Espalhavas felicidade à tua volta, por onde quer que passasses com o que quer que dissesses, mesmo estando sério. Quanto te rias, todo o teu rosto se iluminava no teu sorriso, os teus olhos brilhavam, eras feliz ,via-se bem, e passavas essa sensação para os outros. Mesmo assim, nunca vacilavas, mantinhas sempre a tua opinião, dizias o que pensavas e nunca ias ao fundo, mesmo que te estivessem a puxar com força.

Agora já não és assim. Todo o ser extraordinário, especial e transcendente que eras te abandonou e agora és outro. Outro completamente diferente, completamente vulgar. És agora um estranho que não reconheco quando passa por mim, não me acena com alegria, que não dá sequer pela minha presença. Tudo em ti mudou completamente, tornaste-te no pior em que te podias tornar, tornaste-te igual aos outros. Os teus traços já não são os mesmos, vejo-te sempre com um ar preocupado e carrancudo, a única coisa que agora me transmites, quando transmites, é tristeza e tédio. Quando falas comigo, num tom que não é teu, fazes-me sentir pequenina. E ali estás tu, grande, gigante a minha frente, ordenando-me qualquer coisa com impaciencia, como se eu fosse um mero meco ou um mero obstáculo no teu caminho e eu ,que em vez de subir cada vez desco mais, com vontade de chorar ali mesmo, não tenho alternativa que não obdecer-te, porque não me dás outra hipótese. E quando regressas ao que eras, eu esqueco tudo o que me fizeste e sou como costumava ser contigo, mas esse teu lado dura pouco mais de um segundo e voltas-me a desiludir outra e outra vez.

Agora pensas que és o líder. Julgas-te mais inteligente e superior aos outros. Mas é um triste engano teu, não és mais que eu ou outro qualquer, muito pelo contrário, és bem menos. E és bem menos porque foi assim que quiseste, foi esse o caminho que escolheste, o caminho mais fácil e mais apetecível e agora as consequências ainda não chegaram, mas hão de chegar um dia (tenho a certeza) e um dia tu vais-te arrepender de tudo o que fizeste e disseste. Vais querer voltar e vais-te aperceber que perdeste tudo. Agora não vives sem as tuas críticas, criticas tudo e todos, sem razão aparente, só pelo prazer que isso te dá, sem teres qualquer moral para isso. Agora a tua personalidade é fraca, e facilmente influenciável, não tens mentalidade nenhuma. Vais acabar por cair como todos os que são como tu. Para mim, estás-te a tornar cada vez mais invisivel e sendo como és agora, não tarda muito em que deixe de te ver completamente. Por cá, só fica a saudade daquele que eu tanto admirava.

cats — 06-10-2008 GTM 1 @ 15:10

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Reticências

«Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!»

Álvaro de Campos

cats — 05-10-2008 GTM 1 @ 17:04

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Falo de amar para dentro.

cats — 04-10-2008 GTM 1 @ 18:15

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You don't miss me :(

cats — 03-10-2008 GTM 1 @ 17:01

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Fundo.

Esta tudo escuro, vazio, não vejo absolutamente nada. Estou sozinha, só tenho a minha sombra que já nem sei se existe. Nem eu existo secalhar. Ou pelo menos aquele "eu" que estava habituada a ser já não existe, ou se existe está bem escondido, porque não o encontro em lado nenhum. Secalhar esse "eu" foi para longe, foi com Ele (vamos chamar.lhe Ele). Este "eu" que está em mim já não o conheco, é um estranho, um ser totalmente desconhecido, novo e sozinho. E por mais acompanhado que esteja, este "eu" há de se sentir sempre sozinho, desconfortado, desamparado, porque o que de mais valioso tinha lhe foi tirado.

Sempre minimizei os meus problemas. Não lhes dei a devida importância, achei-os menores, achei-os inexistentes. Mas agora eles aparecem a minha frente, bem reais, corpóreos, sufocam-me e encurralam-me. Não tenho saída possível, eles rodearam-me, encostaram-me, e agora, pela primeira vez, sinto-me perdida, sem resposta, sem reacção. Eles consomem-me, cada vez mais estão cá dentro e não tenho socorro possível, não tenho ninguém a quem decorrer, porque estou sozinha. O meu "eu" foi-se, foi-se quando precisava mais dele. Sinto que não posso confiar em ninguém, os meus amigos subitamente deixaram de me parecer suficientes, não me podem oferecer soluções, não são depósitos de problemas. Sempre foram, mas agora deixaram de o ser, talvez seja uma falha da parte deles ou talvez seja uma falha da minha parte. Tentei, lutei, mas secalhar não me esforçei o suficiente, não sei. Mas agora estou perdida e preciso de ajuda, mas não a tenho, todos me abandonaram. E agora que estou de olhos abertos, estes problemas existem, sempre existiram, eu é que insisti em lhes fechar os olhos, em lhes fechar as portas. Talvez tenha piorado as coisas, eles fortaleceram-se, cresceram, multiplicaram-se e acumularam-se. Agora não tenho uma unica pessoa em quem poder depositar isto tudo porque ela mesma constitui também um problema, de outro género, mas um problema. E assim fico sozinha, frágil, entregue a mim mesma. Sou a única responsável por mim e mais ninguém. Não tenho um pai e uma mãe que me apoiem, que me digam o que fazer, isso já passou. Fui lançada num mundo do qual não sei nada, um mundo odioso e recheado de loucos, puros loucos que não sabem o que dizem, o que fazem ou o que pensam.

Não é justo o que me fizeram. Não é justo terem-me arrastado para aqui, para este canto, para este beco sem saída, escuro e frio. Não é justo terem-me esquecido. Falham e acusam-me a mim. Se todos falham, eu não tenho esse direito? O que tenho eu de diferente deles? Nada. Mas eles não vêm isso, de tão cegos que estão consigo próprios. Não posso estar sempre à espera dos outros, se os outros me estão constantemente a desiludir.

Por isso aqui estou eu, morta de desilusões e fracassos, incapaz de me mexer, raciocinar ou pensar. O meu mundo ruiu, desapareceu, sem rasto. Este mundo é estranho. Não é o meu mundo, não estou no lugar certo. Resta.me partir à descoberta, ir atrás dele, reconquistá-lo. Mas para isso preciso de forças, forças que não tenho de momento. 

cats — 29-09-2008 GTM 1 @ 14:45

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amigas da onça.

cats — 28-09-2008 GTM 1 @ 15:58

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Beija flôr que trouxe o meu amor

Voou e foi embora.

cats — 26-09-2008 GTM 1 @ 16:25

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"O estudo em geral, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida"

Albert Einstein

cats — 22-09-2008 GTM 1 @ 17:55

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Tô nem aí, tô nem aí. Pode ficar com seu mundinho, eu não tô nem aí.

cats — 21-09-2008 GTM 1 @ 19:14

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